A girafa (Giraffa camelopardalis) é o maior ruminante e o mamífero mais alto da Terra, podendo atingir 6 metros de altura. Pertence à classe dos mamíferos, ordem Artiodactyla, família Giraffidae. Seu padrão de pelagem que lembra um mosaico, castanho-avermelhado e creme, é único e muito utilizado no reconhecimento de indivíduos. São originárias do Sul da África e são exclusivamente herbívoras, se alimentando de folhas das copas das árvores, preferencialmente de Acacias, Mirra e Combretum. Apresentam dimorfismo sexual, sendo os machos maiores do que as fêmeas.
Girafa. Foto: Miroslav Duchacek [GFDL or CC-BY-SA-3.0], via Wikimedia Commons
Girafas fêmeas geralmente se reproduzem pela primeira vez por volta dos quatro anos de idade e podem gerar até os 20 anos. Os machos demoram mais tempo para amadurecer e se reproduzem somente por volta dos sete anos de vida. As fêmeas dão à luz apenas um filhote por vez após uma gestação de 15 meses, a lactação pode durar de seis a 12 meses, e somente após 16 meses de intervalo ela poderá acasalar novamente. Em geral, os filhotes nascem com as fêmeas em pé, e a queda até o chão rompe o cordão umbilical. Cerca de uma hora após o nascimento o filhote já está em pé.
Esses grandes animais não são territorialistas e são gregários, vivendo em grandes grupos de até 50 indivíduos. Porém, não são formados laços duradouros entre os membros do rebanho, sendo que estes grupos sociais são temporários e o único laço duradouro é aquele entre as girafas fêmeas durante a maternidade. Essas fêmeas retornam para o local tradicional de procriação e têm suas crias junto com outras girafas fêmeas. Durante a alimentação, o rebanho pode se espalhar por até um quilômetro de distância de um membro do grupo para outro, porém eles ainda conseguem manter contato visual entre si. As girafas passam a maior parte do dia se alimentando (quase 20 horas) e quase não dormem. Seu sono é altamente fragmentado em pequenos cochilos que duram por volta de 11 minutos. Ao todo, dormem cerca de quatro horas por dia e geralmente o fazem de pé, o que facilita muito a fuga caso algum predador apareça.
Bibiografia:
William Pérez; Virginie Michel; Hassen Jerbi & Noelia Vazquez- Anatomy of the Mouth of the Giraffe (Giraffa camelopardalis rothschildi)- Int. J. Morphol., 30(1):322-329, 2012.
